Terça-feira
07/09

 
 

Notícias


Em vez de políticos, administradores públicos.
Felipe Borges em 19/06/2007 16:34:35

Estados começam a usar administradores que adotam práticas “exclusivas” da iniciativa privada. O objetivo é tornar a gestão mais eficiente

Modernizar o setor público, reverter déficits orçamentários, melhorar os serviços prestados aos cidadãos. Esses são alguns dos motivos que estão levando Estados brasileiros a colocar administradores oriundos da iniciativa privada, em vez de políticos tradicionais, em suas principais secretarias. Um bom exemplo é dado pelo governo mineiro. Um choque de gestão iniciado em 2003 reverteu um déficit de R$ 941 milhões para superávits, a partir dos anos seguintes. Para o atual mandato, que expira em 2010, nomes de peso, como o do vice-governador Antônio Anastasia, mestre em Direito Administrativo, deverão contribuir para a modificação da forma de governar o País.
Ainda restrita, a nova geração de administradores públicos é composta por profissionais com formação especializada e que trazem na bagagem métodos de gestão, até pouco tempo, exclusivos da iniciativa privada. Além do vice-governador mineiro e da secretária de Planejamento e Gestão daquele Estado, Renata Vilhena, compõem o time, que está provocando mudanças, nomes como o do administrador de empresas Mauro Ricardo Costa, secretário da Fazenda de São Paulo, o do mestre em Administração Pública Ariosto Culau, secretário de Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul, e do doutor em Economia e professor da Fundação Getúlio Vargas Joaquim Levy, secretário da Fazenda do Rio de Janeiro.
Para estudiosos de gestão pública, esses administradores são empreendedores de políticas. Citado pela revista “Exame”, Fernando Abrúcio, cientista político da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, define-os como um grupo formado por funcionários de carreira com um perfil híbrido, que alia conhecimento técnico e habilidade política.
A opção por administradores públicos é uma imposição da realidade iniciada em 1994, com a estabilidade econômica, que tornou a crise financeira dos Estados mais transparente. Além disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal, vigente a partir de 2001, ao impedir gastos indiscriminados obriga os governantes a procurar alternativas que tornem a gestão mais eficiente. Com isso, alguns Estados estão saneando as finanças e coletando com mais facilidade, recursos para investimentos. O secretário da Fazenda Paulista, Mário Ricardo Costa, por exemplo, ao vender para a Nossa Caixa o direito de receber os depósitos de salários de 1,1 milhão de funcionários do Estado, levantou R$ 2,1 bilhões para investimentos em obras.

Fonte:Jornal Administrador Profissional Nº 251 – Maio 2007

 

Contatos Mapa do Site Sobre o Site
Enviar E-mail