| Um tempo de esperança! |
| Plínio Silva da Luz. em 18/01/2007 15:38:46 |
| Na segunda metade da década de 80, nos Estados Unidos, especificamente na cidade de São Francisco, surgia no mundo os primeiros casos de um quadro sindrômico, a época com etiologia desconhecida e sem denominação específica. Os primeiros portadores eram homossexuais masculinos, que apresentavam dentre outros sinais e sintomas, quadros de sarcoma de Kaposi e peneumonia causada por P. carinii, doenças estas comuns apenas em pessoas com inumo deficiência severa. Posteriormente determinou-se como agente etiológico para esta síndrome, um novo retrovírus denominado de HTLV II (Vírus Linfotrópico das Células T Humana), sendo só depois reconhecido como um novo agente etiológico então denominado de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e assim descobriu-se que se tratava de uma nova patologia que recebeu a nomenclatura de Aids (Síndrome da Imunodeficiência Humana). Passados cerca de duas décadas e meia do surgimento, determinação de agente etiológico e codificação como doença, muito se construiu em relação às realidades sobre a Aids, prevenção, transmissibilidade e principalmente sobre as condutas terapêuticas diante de casos de HIV/Aids.
Atualmente temos 03 classes de drogas (inibidores da prótese, inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos e os não análogos de nucleosídeos) que são utilizadas para o tratamento de portadores de HIV/Aids e na expectativa do surgimento de um nova classe de drogas (inibidores da integrase). Estes medicamentos são fundamentais para a garantia da relativa qualidade de vida dos portadores de HIV/Aids, e vale destacar que a política brasileira para garantir a distribuição gratuita em todo território nacional destes fármacos e reconhecida internacionalmente como uma das melhores do mundo.
Hoje em pleno século 21 vivemos uma grande expectativa em relação aos estudos e ensaios que vem sendo desenvolvidos para a criação de uma vacina preventiva contra a infecção do HIV. Muito temos para descobrir sobre a Aids e o HIV, mas de fato vivemos atualmente um tempo de esperanças.
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